quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lei seca também para remédios

Combinação de medicamentos e
direção favorece acidentes graves
Por lei, dirigir alcoolizado ou após o uso de outra substância que altere o sistema nervoso central é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 957,70, suspensão por 12 meses do direito de dirigir, entre outras penalidades.
O uso abusivo de medicamentos controlados cresce rapidamente no mundo e supera o volume do consumo de cocaína, heroína e ecstasy, segundo dados divulga-dos em relatório anual da Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecente da Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade alerta que o problema é uma das causas de acidentes fatais.

Em abril de 2008, em Wisconsin, nos Estados Unidos, um ex-médico bateu seu carro contra um Honda Accord, matando a motorista, que estava grávida, e sua filha de dez anos. Segundos os promotores, o ex-médico, condenado a 30 anos de prisão, tinha altos níveis de sonífero no organismo, além ansiolítico e oxicodona (um analgésico derivado do ópio).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dose baixa de aspirina pode proteger contra o câncer colorretal, diz estudo publicado no jornal GUT.

Estudos prévios já demonstraram que a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides (AINHs) diminuem o risco de câncer colorretal. Entretanto, a menor dose efetiva, a duração do tratamento e os efeitos na sobrevida não estão definidos. Pesquisadores da University of Edinburgh fizeram um estudo caso-controle com uma grande população para explorar esta relação entre AINHs e o risco de câncer colorretal.

O estudo foi publicado no jornal GUT (An International Journal of Gastroenterology and Hepatology). Foram avaliados 2.279 casos e 2.907 controles. Os participantes responderam questionário sobre alimentação e estilo de vida. Naqueles que receberam 75mg de aspirina ao dia, uma dose baixa desta medicação, foi encontrado um risco menor para o câncer colorretal, evidenciado após um ano de uso do remédio. De acordo com o estudo, o uso desta dose durante o período de um a três anos reduziu a chance de desenvolver câncer de intestino em 19%. De três a cinco anos de uso a redução foi de 24%. De cinco a dez anos, 31%.

Não foram demonstrados benefícios para o uso da aspirina ou outros AINHs em pessoas que já estão com este tipo de tumor.

A dose de aspirina habitualmente usada para alívio de dores em adultos fica entre 300 e 900mg. A dose usada neste estudo é menor do que a indicada para crianças, mas é importante saber que mesmo dosagens baixas de aspirina podem não ser adequadas para todas as pessoas e o seu uso deve ser recomendado e acompanhado por médicos.

Este é o primeiro estudo a demonstrar um efeito de proteção contra tumores de intestino com o uso de baixa dose de aspirina (75mg ao dia) depois de apenas um ano de uso da medicação.

Fonte: GUT – An International Journal of Gastroenterology and Hepatology, publicação online de 15 de setembro de 2010.






segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Numa operação conjunta, a Polícia Federal e a Anvisa fizeram a maior apreensão de remédios de uso controlado no país.



Uma caravana de policiais federais e agentes da Anvisa parte em direção a três cidades de Pernambuco e uma do Ceará, em busca de medicamentos falsos, que atravessaram o país, desde a fronteira com o Paraguai até os sertões nordestinos. O alvo são farmácias, que comercializam os produtos contrabandeados e até medicamentos desviados dos hospitais credenciados pelo Sistema Único de Saúde. Em pouco tempo, o material é recolhido, farmácias interditadas e uma grande quantidade de medicamentos apreendidos.

"Esta é a maior apreensão de medicamentos controlados, encontrados no país", fala o chefe de Segurança da Anvisa, Adilson Bezerra.

A sala na sede da Polícia Federal em Salgueiro, no sertão de Pernambuco, estava cheia. E os agentes continuavam recolhendo produtos falsificados, com prazos de validade vencidos, de uso proibido no Brasil ou armazenados inadequadamente nas farmácias da região.

Mais de 50 mil caixas e cerca de cinco milhões de comprimidos. Os medicamentos apreendidos em três dias de operações estão avaliados em um R$ 1 milhão. Os mais caros são os de uso controlados. E um deles, de tarja preta, são falsos.

O Pramil, para disfunção erétil, tem a venda proibida no Brasil, vem do Paraguai contrabandeado e com vestígios de falsificação. Esses remédios falsificados são fabricados na China e entram no Brasil pelo Paraguai. Nem sempre atua como estimulante sexual e apresenta sintomas danosos à saúde.

Foi dada voz de prisão para 14 pessoas durante a operação. A comercialização irregular do Cytotec é ainda mais grave. São comprimidos abortivos que podem provocar até a morte por hemorragia em mulheres grávidas.

Os agentes da Polícia Federal e da Anvisa encontraram também nas farmácias, medicamentos destinados exclusivamente a hospitais credenciados pelo Sistema Único de Saúde, com a venda proibida no comércio.

E receituários forjados! Requisições de remédios controlados, que são usados como droga, com assinatura falsa do médico.
"Profissionais da farmácia estavam preenchendo irregularmente o receituário e dispensando para a população, medicamentos que causam dependência física e psíquica. Ou seja: estava sendo vendido droga, de forma ilícita à população do estado de Pernambuco”, fala Bezerra.

Nos últimos três anos, 400 toneladas de medicamentos apreendidos. Mais de 500 pessoas presas e cerca de 400 farmácias interditadas em todo o país. Mas isso ainda é muito pouco, em relação às irregularidades que existem no comércio de medicamentos no Brasil.


Fonte: Anvisa.

domingo, 19 de setembro de 2010

Remédio para reumatismo pode ajudar diabéticos

Cientistas da Unicamp concluíram que medicamento usado há mais de 20 anos para doenças reumáticas pode ser eficaz para reduzir a resistência de células de alguns pacientes à insulina. A diabetes tipo 2 afeta quase 5% da população no mundo

Um remédio usado há quase 20 anos no tratamento de doenças reumáticas também pode ser alternativa para combater o diabetes tipo 2 -que afeta quase 5% da população em todo o mundo.

Cientistas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) descobriram que a diacereína -comercializada com o nome de Artrodar- consegue reduzir a resistência das células à insulina.

“O diabetes tipo 2 causa um efeito inflamatório subclínico nos tecidos e nos vasos. Ou seja: o paciente não tem febre ou dores, mas a inflamação está lá e provoca danos mesmo assim’’, afirma o coordenador do trabalho, Mário José Abdalla Saad.

A diacereína age combatendo essa inflamação. A substância consegue inibir a produção de algumas proteínas, que dificultam a ação da insulina no organismo.

Uma aluna de doutorado de Saad irá defender uma tese relatando o método no fim de setembro.

Os testes com animais em laboratório devem começar em breve e, segundo Saad, os pesquisadores estão confiantes que os resultados serão “muito positivos’’.

O otimismo dos cientistas vem do sucesso do trabalho anterior do grupo, que provou que o ácido acetilsalicíclico -a popular aspirina- é eficaz contra o diabetes.

O composto age da mesma forma que a diacereína, inibindo a ação de algumas proteínas. A aspirina, porém, necessita de doses muito maiores para fazer efeito: o equivalente a dezenas de comprimidos comuns.

Quantidades tão elevadas podem causar sangramentos gastrointestinais e “zumbidos’’ no ouvido, o que inviabiliza seu uso em humanos, afirma o coordenador.

Baixo custo
O tratamento com a diacereína é promissor, de acordo com os pesquisadores, porque seu uso já é consagrado no mercado. Isso reduziria os custos de aplicação, uma vez que a patente está próxima de cair, e também as dificuldades para liberação de testes em humanos.

“O futuro está em encontrar novas aplicações para drogas que já existem’’, afirma o cientista. (das agências)

Procuradoria recomenda que Anvisa regulamente benzeno em refrigerantes

Molécula Benzeno
A Procuradoria da República em Belo Horizonte recomendou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que estabeleça uma concentração máxima tolerável de benzeno nos refrigerantes comercializados no país.

Segundo nota enviada pelo ministério, a agência deve realizar, preliminarmente, estudos e pesquisas que indiquem qual seria a concentração considerada segura para a saúde humana.
"É inadmissível que, até hoje, não tenhamos no Brasil uma regulamentação sobre assunto, tendo em vista que o benzeno é considerado uma substância cancerígena", afirmou o procurador da República Fernando de Almeida Martins.

Nos refrigerantes, o benzeno pode ser formado a partir da associação de dois aditivos: o ácido ascórbico e o benzoato. Mas segundo a Associação de Defesa dos Consumidores Pro Teste, os índices de benzeno estariam acima do permitido em algumas bebidas.

De acordo com a Pro Teste, dos 24 tipos de refrigerantes analisados, sete apresentaram concentrações de benzeno. Entre eles, cinco estavam com uma quantidade aceitável, enquanto dois deles --a Fanta Laranja Light e a Sukita Zero-- apresentavam níveis acima do valor permitido pela Anvisa para água potável.

A própria agência informou à procuradoria que, em 2007, já havia alertado a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentação) sobre a possibilidade de formação de baixos níveis de benzeno em refrigerantes que contêm em suas fórmulas os sais benzoato e ácido ascórbico. A associação deveria instruir as empresas de alimentos a substituir pelo menos um dos aditivos, de modo a evitar a utilização de ambos em um mesmo produto.

No entanto, a Anvisa alegou que o tema ainda não se encontra consolidado e que faltariam critérios para estabelecer o quanto a presença do benzeno nas bebidas é prejudicial à saúde humana, posição também adotada pelos fabricantes dos refrigerantes.

Diante da alegação, a procuradoria acredita que o órgão tem o dever de pesquisar adequadamente o assunto, para que a população sinta-se segura sobre os alimentos que consome.

"É dever da Anvisa estabelecer normas e padrões sobre os limites de contaminantes que envolvam riscos à saúde humana. Se não existe, no Brasil, uma legislação específica que regulamente a presença do benzeno em refrigerantes, esse vácuo legislativo tem de ser suprido. O que não está correto é deixar que a falta de estudos definitivos impeçam a correta avaliação sobre a segurança de determinados alimentos", lembrou Martins.

A Anvisa terá 180 dias para efetuar os estudos recomendados pela procuradoria e 200 para baixar portaria regulamentando o assunto.

sábado, 18 de setembro de 2010

Cuidado com produtos que prometem curas milagrosas


A atendente oferece um produto milagroso que ativa a circulação, previne queda de cabelo, combate o câncer, reduzir a pressão e o colesterol. O produtor do Jornal Hoje pergunta se pode devolver se não gostar, mas a atendente garante que o produto é bom e ele vai gostar.

Chá, guaraná em pó e cogumelo são considerados alimentos pela Anvisa, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Como alimentos, são classificados de acordo com o seu valor nutritivo.

As embalagens não podem ter indicações de possíveis benefícios para a saúde, dizendo que é bom pra isso, que ajuda naquilo, mas quem vende tenta convencer o consumidor das qualidades do produto de todas as maneiras.

Em uma página na internet, encontramos um chá misto de ervas com superpoderes: combate gordura, celulite, estria, varizes, ansiedade, prisão de ventre.

O cogumelo promete o que a ciência ainda não conseguiu: impedir aparecimento de câncer. A poção mágica diz que cura até alguns tumores, especialmente os de pele.

Todo medicamento natural, que promete benefícios para a saúde, precisa passar por testes, pesquisas e ser registrado pela Anvisa. O número tem que estar impresso na embalagem, com lacre e selo de segurança.

Segundo Leandro Viana, coordenador de fitoterápicos da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, o consumidor deve estar atento e observar se produto realmente é registrado na Anvisa, e denunciar.

“Não se compra nenhum alimento falando que é pra câncer, pra leucemia. Um medicamento passou por todos os estudos, e cada vez mais estudos comprovando eficácia daquilo. É essa a diferença”, explica Sergio Tinoco Panizza, do Conselho Regional de Farmácia.

A Anvisa oferece formas de verificar os produtos no mercado: http://portal.anvisa.gov.br

Fonte: Alongue-se

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Medicamento de última geração é esperança para pacientes renais crônicos

A Mantecorp Indústria Química e Farmacêutica apresentou nessa semana, durante o XXV Congresso de Nefrologia, em Vitória, ES, uma nova opção de tratamento para pacientes renais crônicos. Trata-se de Mimpara (cloridrato de cinacalcete), medicamento que inaugura a classe dos calcimiméticos, produtos de última geração para a prevenção e controle do hiperparatireoidismo secundário (HPTS), doença que afeta 45% dos pacientes em diálise no Brasil e mostra alto índice de mortalidade.

“O paciente que sofre de doença renal crônica tem grandes chances de evoluir, ao longo dos anos, para o HTPS, uma doença grave e sem cura, que ocorre quando há um desequilíbrio no metabolismo ósseo e mineral do organismo, decorrente de vários fatores, como tempo de doença renal, o controle inadequado de alterações que a falta dor rins acarreta, o acúmulo de fósforo, a baixa de cálcio e a deficiência de vitamina D, explica o dr. Aluízio Carvalho, nefrologista da UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SNB), mais de 77 mil pacientes fazem diálise no País e cerca de 27 mil novos casos de insuficiência renal crônica são registrados a cada ano - números que colocam a doença como um dos mais importantes problemas de saúde pública no Brasil. A grande preocupação é que 50% destes pacientes acabam morrendo em um período de até cinco anos, a partir do início da diálise, por problemas cardiovasculares decorrentes do HPTS, doença grave e progressiva que ocasiona a calcificação de órgãos, tecidos e vasos sanguíneos.

Segundo o especialista, mesmo fazendo a diálise, responsável pela função mecânica dos rins, os pacientes não conseguem controlar os níveis do hormônio PTH (paratormônio), cálcio e fósforo, presentes no sangue. “O descontrole contínuo destes parâmetros tem como consequência o desenvolvimento de outras doenças, como o HPTS”, destaca o médico.

Mimpara, cuja comercialização no Brasil está prevista para começar até o final deste ano, é o único medicamento capaz de controlar simultaneamente todos os fatores bioquímicos (PTH, Ca, P e Ca x P) que regulam o metabolismo ósseo e mineral, evitando o desenvolvimento de complicações que comprometem o sistema cardiovascular nos pacientes renais crônicos em diálise.

A pesquisa de desenvolvimento e elaboração de Mimpara foi realizada nos Estados Unidos pelo Laboratório Amgen Inc. Trata-se de um medicamento desenvolvido a partir da clonagem do receptor sensível ao cálcio da paratireóide (CaR), para o controle do HPTS.

Benefícios para os pacientes

O ganho em qualidade de vida para os pacientes renais crônicos em diálise é o principal benefício proporcionado pelo novo medicamento. Mimpara diminui as dores ósseas, os índices de calcificação de vasos e artérias, reduzindo, assim, o risco de mortalidade por doença cardiovascular. Além disso, o tratamento com Mimpara também promove a regressão da deformidade de tecidos, reduz o risco de fraturas, internações hospitalares e cirurgias de paratireóide. Por ser administrado via oral (um comprimido por dia), também facilita a adesão ao tratamento. O paciente pode usar Mimpara independentemente do tipo de terapia adotada para tratar a doença renal crônica.

Mimpara já foi aprovado pela principal agência reguladora de medicamentos na Europa, EMEA (European Medicines Agency), nos Estados Unidos, pelo FDA (Food and Drug Administration), e no Brasil, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Diversos estudos clínicos realizados comprovaram a eficácia clínica e a segurança do uso do produto. O alcance do nível sérico, alvo de PTH, ocorreu em mais de 50% dos pacientes que utilizaram cloridrato de cinacalcete, em comparação ao grupo que recebeu somente o tratamento-padrão.

Sobre a Mantecorp Indústria Química e Farmacêutica

A Mantecorp trabalha para transformar ciência em saúde. Detentora de um amplo portfólio de produtos respeitado por consumidores e profissionais da área média, a Mantecorp é líder em vários segmentos farmacêuticos e dermoscosméticos. Em virtude de seu empenho em proporcionar um excelente ambiente de trabalho aos seus funcionários, a Mantecorp foi eleita, em 2010, pelo décimo primeiro ano consecutivo, uma das “100 Melhores Empresas para Trabalhar”, pelo Great Place to Work Institute (GPTW), em parceria com a revista Época. A Mantecorp possui cerca de 1,4 mil colaboradores, divididos entre o escritório na cidade de São Paulo, o parque fabril em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e sua estrutura de vendas. A empresa, além de cuidar da saúde e da qualidade de vida de milhões de pessoas, reafirma seu compromisso com o meio ambiente e as gerações futuras por meio de práticas para o desenvolvimento sustentável. Mais informações no website: www.mantecorp.com

Fonte: Imprensa Mantecorp

Medicamento magistral é melhor solução para tratamento personalizado de crianças

As crianças nem sempre conseguem ingerir comprimidos grandes. Como comprimidos não são fabricados em diversos tamanhos e nas dosagens correspondentes as doses infantis, é possível manipular de acordo com a necessidade e condições de cada paciente.


A hipertensão arterial infantil, assim como as demais doenças, deve ser tratada adequadamente com medicamentos que possibilitam o controle da pressão, proporcionando uma vida normal ao paciente. Geralmente os medicamentos prescritos pelos médicos contêm formas impróprias para o consumo infantil ou as doses não são adequadas a real quantidade a ser consumida.

O diagnóstico precoce da doença é imprescindível para evitar o agravamento de doenças renais.

Para as crianças conseguirem ingerir, algumas mães cortam ao meio as cápsulas ou comprimido em até quatro partes por recomendação médica, pois no Brasil não existem medicamentos anti-hipertensivos pediátricos produzidos pela indústria farmacêutica, apenas são produzidos remédios para adultos.

Neste procedimento pode haver a superdose, quando a quantidade de substância ingerida é maior do que a prescrita, podendo ocasionar efeitos colaterais ou subdose, quando a parte do comprimido ingerida não supre a necessidade de controle ou cura da patologia.

Estudos nesse sentido demonstraram que a prática da quebra de comprimidos pode afetar a posologia - através de dosagens da uniformidade de massa, foi comprovado que mesmo condições rigorosamente controladas de partição, houve variabilidade nos resultados, o que sugere perdas de partículas durante o processo.

O setor magistral é a melhor opção no caso de uso de dosagens individualizadas, principalmente nas doenças que envolvem crianças.
Pode-se manipular o medicamento em forma líquida inclusive com sabores de preferência da criança como morango, abacaxi, cereja e laranja. Mas caso a substância não permita a manipulação no estado líquido, é possível ajustar o tamanho da cápsula de acordo com as condições físicas e necessidades patológicas do paciente.

Um dos sintomas da hipertensão arterial é a Insuficiência Renal Aguda (IRA). Ao início de IRA deve sempre ser realizada a reavaliação do perfil de medicações do paciente, para observar a necessidade do ajuste das doses. Muitas vezes as doses devem ser baixas e administradas num menor período de tempo (intervalo terapêutico). Na maioria das vezes as dosagens requeridas pelos pacientes com IRA não se encontram no mercado em especialidades farmacêuticas industrializadas, e deve-se recorrer à farmácia magistral para a manipulação das substâncias nas dosagens requeridas.

Acontece o mesmo com pacientes com insuficiência hepática. Geralmente a metabolização dos fármacos fica comprometida e doses usuais de substâncias podem causar intoxicações devido ao aumento expressivo da meia-vida plasmática.

Magistrais ou manipulados são aqueles medicamentos prescritos pelo médico e preparados para cada caso, com indicação de composição qualitativa e quantitativa, da forma farmacêutica e da maneira de administração. A farmácia magistral atende hoje no Brasil 60 milhões de pessoas ao ano, nas mais diversas especialidades.

A prescrição magistral permite ao médico a utilização de formulações que não são produzidas industrialmente por diversos motivos como: poucas prescrições, formas farmacêuticas menos usuais, prazo de validade curto, em casos de patologias que necessitam de um ajuste de dosagem e faixa etária do paciente.

Sem contar que a manipulação se caracteriza pelo preparo de fórmulas vendidas ou dispensadas na própria farmácia e não a terceiros. A relação é um elo entre médico, paciente e farmacêutico, que favorece a adesão ao tratamento com rastreabilidade que permite identificar e resolver qualquer necessidade de adequação no tratamento.

Já os medicamentos industrializados são produzidos em grandes lotes para venda a terceiros distantes e tem longo tempo de distribuição e prateleira, resolvendo os problemas de grandes populações, mas sem a possibilidade da interação imediata prescritor, farmacêutico e usuário.

A farmácia é o único estabelecimento autorizado por lei para o preparo e a venda do medicamento manipulado que não pode ser preparado em drogarias. O prescritor não pode induzir o paciente a manipular a fórmula numa farmácia especifica. Quem escolhe a farmácia de preferência é o paciente.

A segurança no procedimento é fundamental, por isso a manipulação de medicamentos a apresentação da receita médica. Caso o farmacêutico encontre alguma incoerência na prescrição tem possibilidade de conversar com o médico para esclarecer os dados da composição a ser manipulada. O uso desse tipo de medicamento está próximo da taxa zero de incidentes relativos a mortes, intoxicações e efeitos colaterais.

Sem restrições, qualquer paciente está apto a consumir as fórmulas como crianças e idosos (grupo que mais necessita de medicamentos personalizados devido a condições físicas), bebês recém nascidos e prematuros, pacientes com câncer, pacientes em cuidados paliativos, pacientes alérgicos a conservantes e outros componentes utilizados na fabricação de remédios industrializados, indivíduos mantidos sob nutrição intravenosa, entre outros.

Nos dias de hoje o preparo de medicamentos em farmácia está regulamentado pela ANVISA e cresce não só no Brasil, mas no mundo todo para responder a crescente necessidade da personalização das terapias.

Mas a indústria não é capaz de suprir todas as necessidades farmacêuticas em casos como limitações nas doses, limitações apresentadas (geralmente são fabricados na forma oral), fármacos descontinuados (alguns laboratórios param de produzir determinado medicamento por motivos econômicos) e falta de medicamentos.

A farmácia deve oferecer assistência farmacêutica. Verifique se o farmacêutico está presente. Exija bom atendimento. Observe a higiene do estabelecimento e dos funcionários. A farmácia deve ter em local visível o alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária, que comprova que o estabelecimento atende às Boas Praticas de Manipulação de Medicamentos.

Medicamento deve ser seguro e eficaz, não importa se preparado em pequenas quantidades como na farmácia de manipulação ou em grandes quantidades produzidos na indústria.

Fonte: O Rio Branco

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Anvisa: agrotóxicos com alto risco para a saúde são usados no Brasil principalmente no pepino, pimentão, cebola, cenoura, tomate e alface.



Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal para o uso em determinado alimento, segundo dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em quinze das vinte culturas analisadas foram encontrados, de forma irregular, ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde de trabalhadores rurais e dos consumidores.
Nas análises observou-se uma grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan; de cebola e cenoura contaminados com acefato; e pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Essas três substâncias, que já são proibidas na União Européia e nos Estados Unidos, começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e têm recomendação de banimento do Brasil. Mas há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos no Brasil, mesmo após serem retirados de forma voluntária em outros países.
Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada, escolher alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos.
Fonte: Anvisa

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ANVISA lança cartilha, para o consumidor, com informações sobre medicamentos

Está disponível no site da Anvisa a cartilha "O que devemos saber sobre medicamentos”. O documento traz informações gerais sobre esses produtos, com linguagem simples e acessível, e permite ao cidadão esclarecer dúvidas freqüentes. O objetivo da Agência é promover o uso seguro e racional de medicamentos.

Cuidados necessários ao administrar os produtos em crianças, riscos do uso combinado ao álcool, e dicas sobre a leitura das bulas são algumas das informações presentes no documento.

As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, os conselhos regionais de farmácia e entidades da sociedade civil de defesa do consumidor farão a distribuição da cartilha nos estados.

Leia a cartilha.

Fonte: Imprensa/Anvisa

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